
duofi: como funciona o app de finanças do casal
O duofi é um app de finanças feito para duas pessoas: divide as despesas da casa pela renda de cada um, guarda as metas do casal e mostra o mês inteiro num resumo só. O plano pago custa R$ 14,90/mês — o casal todo, não cada um.
Vocês chegaram aqui porque digitaram o nome e quiseram entender o que é isso antes de instalar. Justo. Este guia mostra o app por dentro: o que a divisão pela renda faz com o dinheiro de quem ganha menos, quanto custa de verdade e o que o duofi ainda não faz. O ponto que quase nenhum app de finanças brasileiro resolve é este: eles cobram por conta individual, e um casal são duas contas. Os preços que aparecem aqui foram consultados nas páginas oficiais em 16/08/2026, e a conta está aberta para vocês conferirem.
O que o duofi faz — e para quem
O duofi é um app de finanças para casal. Não é uma versão a dois de um app pessoal: a unidade dele são duas pessoas que dividem uma casa, uma viagem, um casamento ou só a fatura do mercado.
Três coisas aparecem na tela inicial, e são as três que a página do duofi descreve como funções principais em 16/08/2026: divisão proporcional pela renda, metas a dois com o progresso de cada um visível, e o seu, meu, nosso — cada um segue com seus gastos pessoais e só o que é da casa entra no bolo compartilhado.
Quem instala normalmente é a metade que organiza. É a pessoa que já fez a planilha, já mandou o print no grupo do casal e já cansou de perguntar quem pagou o quê. O par entra depois, por convite, e precisa achar a divisão justa para ficar — é aí que o app se sustenta ou some do celular.
A entrada é grátis. O plano gratuito, segundo a mesma página, dá até 50 transações por mês, 2 metas, 3 categorias personalizadas e um painel básico com gráficos, sem anúncios. Já dá para rodar um mês inteiro de contas da casa se vocês lançarem só o que é compartilhado.
Uma honestidade que vale mais do que um argumento de venda: no plano grátis a divisão é 50/50. A divisão pela renda e o ajuste por porcentagem entram no duofi+, o plano pago. Se o que interessa a vocês é exatamente a divisão proporcional, é o plano pago que faz isso — e são 7 dias grátis, sem cartão, para testar antes.
Como a divisão pela renda funciona, com três casais na conta
A ideia cabe numa linha: some as duas rendas, veja que fatia cada um representa do total e aplique essa fatia sobre a despesa compartilhada. O exemplo que está na própria página do duofi é o de sempre — R$ 7.000 e R$ 3.000 viram 70% / 30%.
Só que exemplo redondo esconde o que interessa. Rodamos a conta em 16/08/2026 para três pares de renda fictícios, com uma despesa compartilhada fixa em cada caso, e comparamos com o meio a meio.
A tabela abaixo mostra o que a pessoa de menor renda paga em cada regra, no mês:
| Rendas (A / B) | Despesa da casa | B paga: 50/50 → proporcional |
|---|---|---|
| R$ 7.000 / R$ 3.000 | R$ 3.000 | R$ 1.500 → R$ 900 |
| R$ 4.200 / R$ 3.300 | R$ 2.400 | R$ 1.200 → R$ 1.056 |
| R$ 12.000 / R$ 2.500 | R$ 4.000 | R$ 2.000 → R$ 689,66 |
No primeiro casal, a diferença é de R$ 600 por mês. No segundo, onde as rendas são parecidas, cai para R$ 144 — e essa é a parte honesta da história: quando vocês ganham quase igual, o 50/50 quase acerta, e o app faz um ajuste fino.
No terceiro, a diferença é de R$ 1.310,34 por mês. É outro patamar de conversa.
No app, vocês não fazem essa conta. Cada um informa a renda, o duofi calcula a fatia e toda despesa compartilhada já entra dividida naquela proporção. O lançamento leva poucos segundos no celular, e o resultado aparece pronto para os dois — sem planilha, sem alguém sentar no domingo à noite para fechar o mês.
Quem prefere um número combinado no lugar do calculado tem o ajuste manual por porcentagem no plano pago. A regra fica registrada, e ninguém precisa lembrar dela em fevereiro.
O que muda no bolso de quem ganha menos
O valor absoluto não é o melhor jeito de enxergar isso. O jeito bom é olhar quanto sobra.
No terceiro casal da tabela, com renda de R$ 2.500, o meio a meio consome 80% da renda só nas contas da casa. Na divisão proporcional, o mesmo orçamento consome 27,6%. É a diferença entre um mês apertado e um mês possível — e é sempre a mesma pessoa que sente.
No primeiro casal, quem ganha R$ 3.000 compromete 50% da renda no 50/50 e 30% no proporcional. No segundo, a queda é de 36,4% para 32%: pequena, real, e ainda assim R$ 1.728 ao longo de um ano, pela nossa conta de 16/08/2026.
Esse desequilíbrio raramente vira uma briga sobre dinheiro. Vira uma briga sobre outra coisa — o jantar fora, a viagem que um quer e o outro evita, o presente caro. A pesquisa de casais e dinheiro chega perto disso por outro caminho. Num estudo da Brigham Young University com 327 casais, publicado na revista Sex Roles e divulgado pela universidade em 15/04/2019, o achado central foi que casais em que as duas pessoas participam das decisões financeiras têm relações mais estáveis.
Segundo Ashley LeBaron, "o dinheiro está muito intimamente ligado ao poder em um relacionamento" — ela é a autora principal do estudo divulgado pela BYU, e completa que as melhores relações são aquelas em que os dois têm alto poder na decisão. "Relacionamentos que prosperam são baseados em confiança", diz Jeff Hill, professor de Ciência da Família na BYU e coautor do trabalho.
O estudo é americano, de 2019, e não fala de app nenhum. O que ele sustenta é o princípio: decisão financeira compartilhada e visível faz bem à relação. Uma regra de divisão que os dois entendem e conseguem conferir é isso na prática.
Quanto custa: R$ 14,90 o casal, não cada um
O duofi+ custa R$ 14,90 por mês ou R$ 119 por ano, conforme a página de preços em 16/08/2026. O anual sai com 33% de desconto — e a conta bate: 12 × R$ 14,90 dá R$ 178,80, então o plano anual economiza R$ 59,80 no ano.
Dividido pelas duas pessoas, o plano anual fica em R$ 4,96 por pessoa por mês. Menos que um café.
A parte que importa está na palavra "casal". Uma assinatura cobre os dois — não existe segundo pagamento, plano família nem upgrade para incluir o par. Vocês pagam uma vez, os dois usam.
O teste são 7 dias grátis, sem cartão, e o cancelamento é em um clique. O plano gratuito continua existindo depois disso: R$ 0 para sempre, com os limites de 50 transações mensais e 2 metas que já mencionamos.
O que entra no pago, segundo a mesma página: transações ilimitadas, divisão proporcional e ajuste por porcentagem, metas ilimitadas, painel completo, resumos de 6 meses, lançamentos recorrentes, exportação em CSV e suporte por e-mail em até 24h.
Um detalhe de expectativa, para ninguém se decepcionar depois: o duofi não conecta no banco de vocês. Nada de puxar extrato automático. Vocês lançam o que quiserem lançar, e só isso aparece. Hoje isso é o desenho do produto, não uma etapa faltando — e para muita gente é o argumento a favor, porque o app nunca vê o que vocês não mostram.
A conta do genérico: duas assinaturas para o mesmo lar
Aqui está o cálculo que motivou este post. Os apps de finanças brasileiros mais conhecidos são ótimos para uma pessoa, e é exatamente esse o problema: a assinatura é de uma conta.
Na página de planos do Organizze, consultada em 16/08/2026, o plano Manual custa R$ 35/mês ou R$ 199,90 à vista no ano; o Conectado, R$ 45/mês ou R$ 399,90 no ano. São valores por conta. Duas pessoas com contas próprias no plano Manual anual somam R$ 399,80 por ano — pela nossa conta, 3,4 vezes os R$ 119 do duofi+ anual.
No Mobills, a página de preços mostrava R$ 99,90 por ano em 16/08/2026, também para uma conta individual. Duas contas: R$ 199,80 no ano, ou R$ 80,80 a mais que o duofi+ anual.
Existe o atalho de dividir um login só. A central de ajuda do Organizze tem inclusive um artigo chamado "Compartilhando seu acesso com outra pessoa", descrevendo o caminho de as duas pessoas entrarem na mesma conta com os mesmos dados. (A página bloqueou nossa consulta automatizada em 16/08/2026; o que citamos é o título e a descrição indexados.)
Funciona, e custa uma assinatura só. O preço é outro: entrando na mesma conta, os dois veem tudo de tudo, e some a separação entre o gasto pessoal de cada um e o gasto da casa. Não sobra "meu" — sobra "nosso" em cima de tudo.
Sejamos justos com os dois: Organizze e Mobills fazem coisas que o duofi não faz, como leitura de extrato e um catálogo maior de relatórios. Eles só não foram desenhados para duas pessoas com rendas diferentes dividindo a mesma casa.
Seu, meu, nosso — e o que o duofi não faz
O terceiro pilar do app é o que evita a sensação de vigilância. Cada um segue com o próprio dinheiro pessoal; só o que é da casa vai para o compartilhado, com a regra de divisão aplicada. Juntar a vida não obriga a juntar todo o extrato.
As metas seguem a mesma lógica. Viagem, apê, casamento: as duas pessoas contribuem, o progresso aparece em tempo real e a contribuição de cada um fica visível. No plano grátis são 2 metas; no duofi+, sem limite, conforme a página de preços em 16/08/2026.
O resumo do mês fecha o ciclo. Quem pagou o quê, quanto entrou de cada lado, o que ficou pendente. A conversa de dinheiro deixa de começar por "quanto você gastou?" e passa a começar por um número que os dois já viram.
Agora a lista do que não existe hoje, para vocês decidirem com informação completa: não há conexão automática com banco, não há alerta por WhatsApp, não há projeção de saldo futuro e não há suporte a mais de um casal na mesma conta. O plano grátis, além disso, divide só em 50/50 e para em 50 transações por mês.
Também não somos banco. O duofi não movimenta dinheiro, não cobra ninguém e não faz transferência — ele registra, divide e mostra. Quem paga o quê continua sendo pix, cartão e combinado de vocês.
O app instala no celular como aplicativo, tanto no Android quanto no iPhone, e roda no navegador. Lançar um gasto leva alguns segundos, que é o único jeito de um hábito a dois durar mais que três meses.
Perguntas frequentes
O duofi é grátis?
Tem um plano gratuito permanente, com até 50 transações por mês, 2 metas e 3 categorias personalizadas (página oficial, 16/08/2026). O plano pago, o duofi+, custa R$ 14,90/mês ou R$ 119/ano e libera transações ilimitadas, metas ilimitadas e a divisão pela renda.
O preço é por pessoa ou por casal?
Por casal. Uma assinatura de R$ 14,90/mês cobre as duas pessoas. É a diferença central para os apps genéricos: no Organizze, o plano Manual anual sai a R$ 199,90 por conta, o que dá R$ 399,80 para duas contas (consultado em 16/08/2026).
Preciso dar acesso à minha conta bancária?
Não. O duofi não se conecta ao banco de vocês. Os lançamentos são feitos por vocês, e o app só enxerga o que for lançado.
A divisão pela renda está no plano grátis?
Não. No grátis a divisão é 50/50. A divisão proporcional pela renda e o ajuste manual por porcentagem estão no duofi+, que tem 7 dias grátis sem cartão.
E se nós dois ganharmos quase a mesma coisa?
A diferença fica pequena — no nosso exemplo de R$ 4.200 e R$ 3.300, são R$ 144 por mês. O app segue útil pelo resto: metas, resumo do mês e o registro de quem pagou o quê.
Próximo passo
Abram o duo-fi.com no celular, coloquem as duas rendas e um mês de contas da casa. Em poucos minutos vocês veem a divisão pronta na tela e decidem com número, não com palpite. É grátis para começar, sem cartão.
Escrito pela equipe do duofi, que faz o app de finanças para casais. Preços de duofi, Organizze e Mobills consultados nas páginas oficiais em 16/08/2026; os cálculos de divisão usam rendas fictícias. Última atualização: 16/08/2026.
Organizem o dinheiro de vocês, juntos
Uma conta pro casal: contas divididas, metas a dois e o mês inteiro à vista. Comecem grátis.
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A viagem dos dois: quanto guardar por mês
Uma viagem doméstica de cinco noites para dois custou cerca de R$ 6.000 com os preços de maio de 2026. Em dez meses, isso é R$ 600 por mês — mas não R$ 300 para cada um. O valor justo sai da proporção entre as rendas de vocês, e a conta inteira está abaixo.
BlogUm paga algo sozinho: como fica o mês
Quando um dos dois já paga uma parcela fixa de antes da vida a dois, a pergunta é sobre qual renda vocês dividem as contas da casa. Dividir sobre a renda inteira ou sobre a renda já comprometida dá dois valores diferentes de quanto sobra para cada um. Aqui as duas contas estão feitas.
BlogQuem cuida da casa também está pagando
As horas que um de vocês passa cuidando da casa têm preço: com o piso paulista da categoria em R$ 1.874,36, a hora sai a R$ 8,52. Nas 21,3 horas semanais que as mulheres dedicam a afazeres domésticos (PNAD 2022), são cerca de R$ 907 por mês já pagos — sem aparecer em conta nenhuma.